SOBERANIA ENERGÉTICA E SOBERANIA ALIMENTAR: UMA SÓ
LUTA NA ERA DA AGROENERGIA
Camila Moreno, Terra de Direitos
AQUECIMENTO GLOBAL E AGROCOMBUSTÍVEIS: DESCONSTRUINDO O DEBATE
AQUECIMENTO GLOBAL E AGROCOMBUSTÍVEIS: DESCONSTRUINDO O DEBATE
Atualmente dois assuntos relacionados vêm ocupando lugar de absoluto destaque na mídia e na política em todo o mundo, e no caso do Brasil, com particular
importância: aquecimento global e agrocombustíveis. Não é possível compreender
este ou aquele tema isoladamente.
A necessidade de reduzir as emissões os gases responsáveis pelo aquecimento
global, não é, de forma alguma, um problema novo. Além da freqüência crescente
das catástrofes naturais, eventos climáticos extremos e seus impactos econômicos,
a mudança do clima tornou-se o assunto do momento porque a necessidade de
reduzir as emissões de dióxido de carbono , produzidas sobretudo com a queima dos combustíveis fósseis, enfrenta um impositivo bem concreto: o esgotamento progressivo
das reservas mundiais de petróleo.
De fato, antes de um contexto real de exaustão próxima das reservas existentes,
estaríamos vivendo o chamado Pico do Petróleo (Peak Oil) ou Pico de Hubbert. Isso
quer dizer que, mesmo sob várias controvérsias, concorda-se que entre 2005-2025
entramos em uma fase de declínio irreversível, na qual gasta-se mais energia para
extrair um barril de petróleo do que a energia líquida e transportável que ele disponibiliza. No cálculo econômico isso seria a “depleção” das reservas de petróleo, ou seja,
diz respeito à disponibilidade de petróleo a um preço viável frente a seus sucedâneos
como energético de largo uso. Considerando toda a geopolítica e o aparato militar
necessário para manter o controle sobre as maiores campos petrolíferos existentes,
como é o caso da guerra do Iraque, este tal preço viável fica ainda maior.
Neste quadro, o processo de acumulação capitalista de aprofunda, as economias
“crescem”, e os países se “desenvolvem”. Assim como no Brasil estamos hoje sob
um mega plano governamental de “aceleração do crescimento”, outros países “em
desenvolvimento”, como a China e a Índia, demandam cada vez mais energia e
queimam petróleo, carvão e gás para alimentar a industrialização poluidora (no caso,
de produtos que serão consumidos em todo o mundo, mas sobretudo no Norte) .
Para combater a mudança do clima e ao mesmo tempo manter a economia
funcionando e “crescendo”, estaríamos vivendo hoje um momento de transição
de uma etapa histórica da civilização industrial – dependente do petróleo como
principal matriz energética – em direção progressiva à adoção de uma nova matriz energética, composta por várias fontes ‘renováveis’, tais como vento, energia
solar, biomassa, etc. Na categoria líquida dessas energias ‘renováveis’, o etanol e o
biodiesel são agrocombustíveis obtidos a partir da biomassa vegetal proveniente
de cultivos agrícolas destinados a este fim.
A produção de agrocombustíveis, promovidos para mitigar os efeitos da mudança
do clima, causada historicamente pelo processo de industrialização, se dá às custas da
expansão de monoculturas industriais de cultivos agrícolas “energéticos”, como a
cana-de-açúcar, para permitir justamente que a mesma lógica industrial se aprofunde.
Nesta etapa, contando com as ferramentas da biotecnologia, como os transgênicos,
a própria biodiversidade na natureza, modificada e submetida às necessidades de
evolução e ‘produtividade’ da lógica industrial, seria esta biofábrica”.
Fonte: BRAVO, Elizabeth. AGROCOMBUSTÍVEIS, CULTIVOS
ENERGÉTICOS E SOBERANIA ALIMENTAR
NA AMÉRICA LATINA: aquecendo o debate sobre agrocombustíveis. disponível em: https://ouo.io/Zx7mfg acessado dia 29/10/2019
Tendo em vista tudo o que lido e o que fora visto nos vídeos motivadores, responda:
1) Relacione soberania alimentar e combate ao desperdício de alimentos.
2) Explique como o plantio de transgênicos pode atrapalhar a segurança e a soberania alimentar.
3) Identifique possíveis soluções para a redução da forme e uma concretização da soberania alimentar em nível mundial.
4) "O uso de biocombustíveis pode reduzir a pressão sobre o aquecimento global, todavia, no longo prazo, pode nos matar de fome". V ou F? Justifique e aponte soluções nesta problemática.
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ResponderExcluir1-a produçao de energias n renovaveis tipo petroleo.carvão etc.... além de serem esgotavéis prejudica muito o meio ambiente as florestas com isso com o tempo a natureza nao consiguira mais reproduzir energia ai que fica a preocupação...e isso afetara a população em geral
ResponderExcluir2-a energisar limpa e renovavel e tambem tanto a energia solar,hiidreletricidade,eólica e biomassa e outras fontes de energia sustentavel
3-maior investimento em paineis solaresresidenciais ,empresas e lugares que consomem muita energia . e as energias serao mais renovaveis.
larisse furtado sathler
sirleia gomes
Breno ,Sheldon,Gabriel coutinho. 3ano ///
ResponderExcluir1)Relacione soberania alimentar e combate ao desperdício de alimentos. ?
As perdas e os desperdícios de alimentos representam um importante retrato da ineficiência dos nossos sistemas alimentares. O mundo reconheceu o problema. Uma das metas dos ODS diz que em 2030, devemos reduzir pela metade as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita e também o desperdício global de alimentos per capita no varejo e no consumo.
2) Explique como o plantio de transgênicos pode atrapalhar a segurança e a soberania alimentar?
O cultivo de plantas transgênicas, em larga escala, poderá provocar a disseminação de transgenes, cujos efeitos, particularmente sobre os componentes da biodiversidade, são difíceis de estimar e, pior, irreversíveis. A ameaça à biodiversidade, como conseqüência da liberação desses organismos no meio ambiente, decorre das propriedades específicas de cada transgene.
3) Identifique possíveis soluções para a redução da forme e uma concretização da soberania alimentar em nível mundial.?
De tempos em tempos organizações internacionais divulgam crises humanitárias envolvendo a fome. Os casos envolvem populações em estado crítico de fragilidade, à beira da morte, que não possuem alimento suficiente para consumo. Diante disso, certas instituições pedem apoio financeiro para promover ações, combatendo às emergências localmente. Nessas situações normalmente são divulgados apenas dados locais, de alguns países ou regiões, não passando a imagem da real situação global.
4) "O uso de biocombustíveis pode reduzir a pressão sobre o aquecimento global, todavia, no longo prazo, pode nos matar de fome". V ou F? Justifique e aponte soluções nesta problemática.
Verdadeira , O biodiesel é produzido a partir de plantas denominadas oleaginosas como a soja, algodão, mamona, girassol, babaçu, amendoim, dendê e também a partir de gordura animal. Ele pode ser utilizado puro ou adicionado ao óleo diesel (um combustível de origem fóssil). Essa adição permite a diminuição da emissão de CO2.
1)A soberania alimentar e o combate ao desperdício de alimentos andam lado a lado,
ResponderExcluirpois, um país que busca essa soberania alimentar procura uma distribuição igualitária de alimentos evitando o excesso de alimentos para alguns o que provoca o desperdício e a falta para outros que provoca a fome.
2) Pois o plantio de transgênicos prejudica o solo e diminui a qualidade dos alimentos prejudicando a segurança.
3) a melhor distribuição dos alimentos, a produção de produtos orgânicos, pancs, restaurantes sustentaveis e etc.
4) pode reduzir sim.
gabriel e naiara.